A SENTENÇA DO TRAFICANTE: O RETORNO DE KAEL
READING AGE 18+
No topo do Morro de Pedra Bruta, o poder nunca foi sobre quem gritava mais alto, mas sobre quem movia as peças com a precisão de um mestre de xadrez. Kael era o "Arquiteto", o gênio por trás de um império construído no respeito, na inteligência e em uma ordem que o Estado jamais conseguiu impor. Mas o próprio sangue carrega o vírus da traição, e o veneno mais letal é aquele que se senta à sua mesa no almoço de domingo.
Pelas mãos de Breno, seu próprio irmão, Kael foi vendido. Entre provas forjadas, um crime de morte encenado e silêncios comprados com sangue, ele viu seu trono ser usurpado e sua honra ser jogada na lama. O abandono foi o golpe de misericórdia: aliados mudaram de bandeira, amigos viraram as costas e até o colo materno se fechou para o "monstro" que a inveja do irmão inventou.
Só que o sistema falhou. A tranca não o destruiu; ela lapidou o que já era perigoso. Kael entrou homem e saiu gelo. Frio, calculista e com uma lista de nomes gravada no ódio absoluto.
No epicentro desse inferno de grades e sombras, ele colidiu com seu único enigma: a Dra. Íris Duarte.
A médica da prisão é a única barreira que o dono do morro não consegue implodir. Ela não treme diante do seu olhar de granito, não se curva às suas ordens e enxerga através da armadura de vilão que ele ostenta. Para Íris, ele é o ciclo de violência que ela jurou combater; para Kael, ela é a única obsessão que ele não consegue dominar pela força.
Agora, o alvará cantou.
Kael está de volta às ruas de Pedra Bruta, e o cenário é de destruição. O irmão governa pelo terror e pelo sadismo, manchando o asfalto com um sangue que o Arquiteto sempre tentou evitar. Mas o verdadeiro dono do morro não voltou apenas para retomar a coroa. Ele voltou para ser o juiz, o júri e a execução final.
Cada traidor terá sua hora. Cada mentira será cobrada com juros de morte. Mas, no meio de um extermínio onde a piedade foi enterrada viva, Kael se vê preso a um sentimento que desafia sua lógica milimétrica. A doutora que o desafia é o único território que ele ainda não conquistou, e o amor dela pode ser a única sentença de morte que ele não será capaz de evitar.
A dívida de sangue será paga. A pergunta é: quem sobrará para contar a história quando o Arquiteto terminar a sua obra final de demolição?
Unfold
NARRAÇÃO: MARTHA ALBUQUERQUE
O silêncio da mansão após a saída intempestiva do Breno não era de paz; era o silêncio que precede o desabamento de uma estrutura condenada. Eu permaneci encostada na parede fria do corredor, sentindo o lugar onde ele apertou meu queixo latejar sob a pele. Meus dedos, adornados com a……
Dear Reader, we use the permissions associated with cookies to keep our website running smoothly and to provide you with personalized content that better meets your needs and ensure the best reading experience. At any time, you can change your permissions for the cookie settings below.
If you would like to learn more about our Cookie, you can click on Privacy Policy.
Waiting for the first comment……